Em 1900, a companhia de caminhos-de-ferro Paris-Lyon-Mediterranee confiou ao seu departamento grafico uma encomenda inusual: cartazes turisticos para promover os destinos servidos pelos seus comboios. A PLM decidiu vender nao apenas um bilhete mas um destino. Foi o nascimento do cartaz turistico frances.

A PLM contratou artistas, nao ilustradores de catalogo. Hugo d'Alesi assinou os primeiros grandes cartazes da Costa Azul (1895-1905). Os seus panoramas eram pintados a gouache, reproduzidos em litocromia. O mar era de um azul improvavel, as palmeiras estilizadas, os hoteis monumentais.

Roger Broders e a serie PLM

Roger Broders entrou na PLM em 1922. Em dez anos assinou mais de oitenta cartazes que definiram a imagem da Costa Azul e dos Alpes para as decadas seguintes. As suas composicoes sao reconheciveis a primeira vista: uma figura em primeiro plano, uma paisagem simplificada em planos atras, um ceu nu ou ligeiramente nuancado.

Estancia de esqui vintage, encostas nevadas, chale em madeira
A estancia de esqui no cartaz dos anos 30: sol vertical, neve perfeita, nenhum telecabine ainda visivel.

A Bretanha, menos soalheira, atraiu outros artistas. Rene Peron, Geo Dorival, Henri Tanconville trabalharam para a Companhia dos Caminhos-de-Ferro do Estado e para as companhias maritimas. Os seus cartazes bretoes jogavam com a forca dos elementos.

A montanha como espaco de conquista

O esqui torna-se desporto popular nos anos 1920. As companhias ferroviarias encomendam cartazes de desportos de inverno. O esquiador esta sempre em pleno movimento, frequentemente fotografado de baixo. O ceu e azul intenso, a neve branca imaculada.

A PLM gastava tanto em cartazes como em publicidade na imprensa, numa epoca em que a imprensa atingia dez vezes mais leitores.
Praia de areia fina, chapeus-de-sol, luz do meio-dia
A praia de 1930: um chapeu-de-sol, uma banhista, o mar atras. A composicao nao envelheceu um dia.

Coleccionar cartazes de viagem vintage

O mercado de cartazes de viagem vintage esta estruturado desde os anos 1990. Um cartaz Broders em bom estado vale entre 800 e 3.000 euros. Um grande Hugo d'Alesi pode ultrapassar os 5.000 euros.

As nossas reproducoes em papel fine-art permitem pendurar estas composicoes sem o custo do original. Os colores estao calibrados sobre as litografias da epoca conservadas na Biblioteca nacional de Franca.